terça-feira, 16 de abril de 2013

Uma memória que persiste


O ensino médio foi uma época mágica para mim. Estudei na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, e lá encontrei algumas das pessoas mais incríveis que já conheci na vida. Entre elas, uma colega com quem eu conversava diariamente. Ela era (e continua sendo) muito importante para mim, pois sempre me ajudou e me apoiou. Eu gostava muito de tê-la sempre por perto, porque realmente apreciava sua companhia. 
Numa aula de literatura, a professora trouxe imagens de pintores para que observássemos. Lembro que minha amiga passou muito tempo olhando fixamente para uma das pinturas (acho que, em nossa turma, era ela a maior apreciadora das artes plásticas), e finalmente me perguntou o que eu achava. Dei qualquer opinião meio besta, e ela respondeu que eram obras como aquela (as de Salvador Dalí) as suas preferidas, pois pensava que jamais conseguiria ficar impassível a elas.
Não sei se o motivo foi eu ter realmente começado a observar ali, ou a importância que tem essa amiga para mim, mas o fato é que eu também não pude mais ser impassível às obras de Dalí.

Um comentário:

  1. Rosana, que bom ter uma amiga que um dia nos fez ver coisas e nos ajudou a ficar mais atenta a algum aspecto da vida. És realmente afortunada! Eu também gosto muito de Dali e sua imaginação sem fim, porque trazem uma perspectiva inusitada sobre ver e sentir algo. E como trabalhei muito com temporalidades sempre me vi capturada por esta imagem do tempo líquido no qual os relógios se dissolvem.
    Abraços,

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